sexta-feira, 18 de abril de 2014

Resenha: Cidades de Papel - John Green

É um grande equívoco pensar que um livro do John Green é apenas um livro. Ou, que suas histórias sobre adolescentes são apenas histórias comuns. Enganam-se ! John Green escreve com maestria e transforma
todo esse conflito adolescente em algo a mais. Não é fase, não é drama adolescente mas algo atemporal. Algo que poderíamos ter vivido ou certamente conhecemos bem e algo a se pensar. Ele coloca sentido, emoção, drama e um toque de humor.
Amo cada vez mais o estilo de escrita do John Green, e as vezes se a história não me envolve muito, como de fato aconteceu com Cidades de Papel, no entanto a narrativa me encanta e de qualquer maneira me transporto para a história contada e me torno uma de seus personagens. Penso, choro, sofro, dou risada com eles.

A história se passa em Orlando na Flórida e é contado por Quentin Jacobsen, filho único de pais psicólogos. Q faz o tipo daquele garoto tranquilo que tira notas altas mas não é também um cdf. Tem poucos mas os mais engraçados amigos do mundo: Bem Starling e Radar.
E para uma boa história não podia faltar uma pitada de romance, Q é apaixonado por Margo Roth Spielgeman, sua vizinha e colega de escola. Margo é aquela garota de personalidade forte, bonita e um tanto rebelde- por assim dizer.
Paixão, traição, fuga, festas e alguns conflitos estão arraigados nesse livro de John Green. Mas em Cidades de Papel, todo esse conflito adolescente não é tão óbvio e chato como já estamos acostumados. A escrita de John Green nos transporta aos acontecimentos de forma real e as vezes engraçada, de qualquer maneira nos vemos obrigados a pensar sobre tudo e sobre todos e assim podemos entender quem é Margo Spielgeman.
Ao descobrir uma traição do seu namorado Jase, Margo decide dar uma lição em todos que ela achava que gostavam dela mas descobre que não gostavam tanto assim. Uma série de planos maldosos e cômicos são elaborados por nossa protagonista. Mas ela não está sozinha, envolve Q nessas 11 etapas de vingança durante uma madrugada inteira. Quentin um pouco medroso mas apaixonado aceita e juntos saem pregando peças por ai.
Uma noite perfeita para Quentin até que o inesperado acontece quando ele não vê Margo no dia seguinte na escola. Nem no próximo...
Quentin tem apenas algumas pistas que parecem um tanto desconexas e um milhão de possibilidades de achar sua garota de papel em alguma das cidades de papel.


Cidades de Papel - Ficha Técnica

Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Tradução: Juliana Romeiro
Páginas: 368
Categoria: Infanto Juvenil

Resumo:
  Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.



2 comentários:

  1. Esse é o meu livro FAVORITOOO do John Green! Amo todos, todos mesmo mas esse foi o melhor de todos, a história foi muito bem narrada e o desenrolar dos acontecimentos foi maravilhoso. Amo os personagens, desde o Ben até a Margo, são todos muito bem construídos.
    Muito boa a resenha!
    Bijos
    Gaby
    http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Oi Gaby, que bom que gostou. Sem dúvida John Green é mestre no que faz! Adoro como ele escreve. Este é o terceiro livro que eu leio dele e assim bem fácil ele já se tornou um dos meus escritores favoritos!!

      Beijão ;)

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